terça-feira, 25 de setembro de 2007

Mano Brown: mito, líder ou o que?


Absurdamente divulgada em todos os veículos de comunicação, a entrevista com o polêmico Mano Brown no programa Roda Viva na TV Cultura (em 24/9) teve ao menos um resultado prático: um ponto de interrogação.

O famoso “?” se aplica não às respostas do líder do grupo de rap Racionais MC´s, mas, principalmente, às perguntas feitas pelo rol de entrevistadores, uma miscelânea que envolveu jornalistas, uma psicanalista e um escritor ligado a temas sociais. Quem eles queriam revelar no centro das bancadas?

O alvo dos questionamentos foi abordado sob diversos rótulos, conforme o enfoque de cada um dos entrevistados. As perguntas buscavam exibir o Brown salvador da sociedade, o Brown crítico do sistema, o Brown quando deixa de ser Brown, o Brown músico (em menor escala) e o Brown que entende e explica a violência no Brasil. Pelo jeito não encontraram nenhum deles.

Segundo o próprio músico, “sou apenas um mano a mais”. Em se tratando do Mano Brown e o seu papel na história da música brasileira, já é mais que suficiente.

domingo, 23 de setembro de 2007

O fechamento da internet


Devido aos conflitos sobre as leis do copyright, direito autoral, etc, o cantor Elton John fez uma declaração, no mínimo assustadora. Ele pediu que a internet fosse fechada para sempre, pois ela está destruindo a indústria musical e o relacionamento interpessoal.

"A internet faz com que as pessoas deixem de se comunicar e se encontrar e evitou que coisas fossem criadas. Os artistas ficam em suas casas e criam os próprios discos, que algumas vezes são bons, mas que não têm uma visão artística a longo prazo", afirma.

Para Elton John, as pessoas devem sair mais de casa e espera que o próximo movimento no mundo da música acabe com a internet. "Saiamos às ruas, marchemos e façamos protestos, em vez de nos sentarmos em casa e entrarmos em blogs". O músico defendeu o fechamento da internet por cinco anos para ver qual será o resultado do tipo de arte que será produzida neste período. O último disco de Elton John - The Captain & The kid - vendeu apenas 100 mil cópias e ele culpa os downloads por esse resultado desfavorável.

O cantor confessa que se sente atrás dos tempos modernos. Não tem telefone celular, Ipod e diz que quando tem que compor uma música, se senta em frente ao piano e pronto. "Há muita tecnologia disponível. Estou certo de que, em termos de música, sem a internet, os resultados seriam mais interessantes do que agora."

Você concorda com essa atitude?

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Acesso simultâneo


A partir de novembro, a NBC Universal irá disponibilizar downloads de graça de duas séries do canal – Heroes ou The Office - no mesmo dia da estréia e os episódios baixados poderão ficar em seu computador durante uma semana. O serviço é chamado de NBC Direct e funcionará somente com o Windows, mas futuramente, os organizadores pretendem expandir para Mac e Ipods da Apple. Mas, neste sistema os espectadores são obrigados a ver os anúcios que estão incluídos no momento do download e não tem como “correr ou passar para frente”. Além disso, a NBC conta com um dispositivo de segurança que impede a cópia dos seriados para o disco e os episódios desaparecem automaticamente após sete dias de permanência no computador. Para o futuro, o canal pretende lançar serviço de download pago para poder vender os seus programas.

O fim do anonimato na internet


No congresso norte-americano está em discussão uma lei que permite o controle das operadoras de telefonia no fluxo de informações e como consequência, a neutralidade na internet está ameaçada. Com o crescimento do VoIP, o rádio na web e web 2.0, as grandes empresas que controlam a conexão física e as indústrias de entretenimento se sentem ameaçadas com o aumento das práticas colaborativas, como o P2P (sistema em que todos os pontos – micros conectados - se unem de uma forma dinâmica e descentralizada e você passa a ser receptor e servidor ao mesmo tempo, compartilhando e recebendo arquivos).

Com o fim do anonimato, os donos da infra-estrutura estabelecerão um tratamento diferente aos conteúdos que circulam na Rede. Por exemplo, se uma empresa pagou mais, suas informações terão uma circulação em vias expressas de maior velocidade. Aqueles que não puderem pagar, terão que se conformar em ter websites mais lentos ou enviar e-mails – que demorarão mais do que outros para chegar ao destino. Outro fator que será afetado com este projeto, será a liberdade de expressão. Conteúdos de pessoas comuns entrarão em choque ou serão discriminados em relação às grandes corporações que certamente, podem pagar por uma circulação melhor, além do fato de você ser espionado pelo governo e por empresas.

No Brasil, o senador Eduardo Azeredo apresenta um projeto que considera identificação do usuário, não somente senha, login e endereço de IP (protocolos de comunicação), mas também nome completo, data de nascimento, endereço entre outros dados. O projeto determina que todo aquele que acessar à internet terá que deixar arquivado durante cinco anos “dados de conexões e comunicações realizadas por seus equipamentos, aptas a identificação do usuário, endereço eletrônico de origem e destino no transporte do registro de dados e informações, data e horário de início e término da conexão, incluindo protocolo de internet ou mecanismo de identificação equivalente”. Para quem descumprir essas normas, receberá multa de dois a seis meses.

Se você não concorda com esse fim do anonimato e controle total da internet, acesse o site http://www.savetheinternet.com e confira o que tem sido feito sobre o assunto. A liberdade na rede está em jogo.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

No Brasil e no esxterior, canais pagam por vídeos de internautas

Filipe Serrano

“Mídia no Brasil é sinônimo de controle.” A crítica ácida vem do jovem documentarista Daniel Florêncio, de 27 anos, e reflete uma experiência vivida por quem trabalha com a produção audiovisual. Mas a barreira começa a mudar com as portas abertas por sites de vídeos que até chegam a remunerar os filmes mais acessados.Formado em Rádio e TV no Brasil, Daniel encontrou seu espaço depois de ter feito mestrado no Reino Unido. Seu documentário A Brazilian Immigrant - “que trata da maneira com que os brasileiros são vistos e recebidos por oficiais de imigração ingleses”, segundo ele mesmo - chegou a participar de festivais de curtas na Europa. Com a notoriedade, Daniel foi convidado a produzir os primeiros vídeos para a filial inglesa da emissora americana Current TV.A proposta da Current é ter um terço da programação feita por usuários. Aspessoas enviam vídeos para o site www.current.tv e os mais votados vão ao ar, na TV. Os selecionados ainda recebem uma bolada de US$ 500. “O objetivo é democratizar a televisão ao dar o poder de criação aos jovens adultos entre 18 e 34 anos”, diz a assessoria da emissora.Para Daniel, o modelo é libertador e democrático. “A produção gerada pelo usuário não veio pra substituir a o trabalho profissional. Veio para acrescentar. Traz novas perspectivas, novas abordagens e novas estéticas”, afirma. (...)

Renan diz que país acredita na sua inocência

RENATA GIRALDIda Folha Online, em Brasília

Minutos antes de a Mesa do Senado decidir se irá encaminhar ao Conselho de Ética a quarta representação que o denuncia por quebra de decoro, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que o país acredita na sua inocência. "Como é que se tira um presidente do Senado que é inocente? Essa é a pergunta que hoje o Brasil se faz", afirmou ele, após o término da sessão do Congresso.
Renan presidiu a sessão do Congresso acompanhado pelo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), mas houve um elevado números de ausências --apenas 28 deputados e senadores compareceram no plenário. No total, 513 deputados e 81 senadores fazem parte do Congresso.
A sessão do Congresso foi convocada para a promulgação de duas PECs (Propostas de Emendas à Constituição) que garantem cidadania aos filhos de brasileiros nascidos no exterior e também a que aumenta o repasse de verbas da União para os municípios.
Espontaneamente, Renan falou sobre as denúncias contra ele. Segundo o peemedebista, a "inocência" e a "verdade" vão preponderar. "A inocência vai preponderar. Vocês vão ver que sou inocente", disse.
Nesta quinta-feira, a Mesa Diretora do Senado, que é presidida por Renan, examina a quarta representação, encaminhada pelo PSOL, na qual o peemedebista é acusado de participar de um esquema de desvio de recursos públicos em ministérios comandados pelo PMDB.
Sinalizando que não teme outras acusações, Renan disse: "Com a quarta, a quinta e sexta [denúncias], eu sou inocente, o que acaba preponderando muito é a inocência e a verdade".
Como tem feito nos últimos dias, o peemedebista negou a intenção de se afastar do comando do Senado. "Nunca pensei em tirar férias nem me afastar. Não faz parte da minha personalidade", disse. "Vou provar minha inocência onde quer que haja necessidade de prová-la."

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Vídeo do mini-seminário sobre TV 2.0

Para quem não assistiu, segue na íntegra o micro-documentário Jornal 2.0, apresentado no dia 17/9, no mini-seminário do nosso grupo.