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terça-feira, 18 de setembro de 2007

Vídeo do mini-seminário sobre TV 2.0

Para quem não assistiu, segue na íntegra o micro-documentário Jornal 2.0, apresentado no dia 17/9, no mini-seminário do nosso grupo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Ainda no clima do 11/9...

Na data que marca seis anos dos atentados terroristas às torres do World Trade Center, diversas produções caseiras, como homenagens, apresentações de slides e pequenos vídeos estiveram na rede para relembrar ou comentar o episódio.

Abaixo, temos um exemplo de vídeo feito por internauta, postado no You Tube, comentando a reação de George Bush ao saber dos atentados do 11/9. As imagens são do documentário Fahrenheit 9/11 e mostram a estranha pausa do presidente, que entrou numa visita a um jardim de infância já sabendo do atentado à primeira torre. As cenas que se seguem mostram um Bush calado, galgando entre a preocupação e a simpatia perante as crianças.

Bem no início da seqüência, um assessor direto do presidente (ao saber das colisões na segunda torre e no Pentágono) fala em seu ouvido "estamos sendo atacados". Notem também o aspecto aflito dos assessores, com o decorrer das notícias sobre os atentados.
(em inglês)

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Nunca foi tão fácil se envolver em escândalos

"Vida real" parece estar antenada no blog Complexus Admiráveis: eis que surge uma nova polêmica envolvendo a privacidade na net.

Há alguns anos, quando a web não era assim tão 2.0, um ex-namorado da modelo/cantora/atriz Paris Hilton, herdeira da rede de hotéis Hilton, resolveu publicar na internet vídeos do casal em momentos mais íntimos. Acontecia aí talvez o primeiro escândalo virtual acompanhado quase que simultaneamente por usuários da rede de todo o planeta: a loucura para se obter o “deslize” de uma celebridade em sua vida particular.


Anos antes, a atriz Pamela Anderson já tinha feito o mesmo, porém, de maneira mais proposital, com o marido famoso e roqueiro. Porém, tudo aconteceu em uma época em que assistir a vídeos online era um verdadeiro parto, tendo em vista a velocidade de conexão e a falta de avanços na interface de visualização dos mesmos.


Hoje em dia tudo é mais fácil. As câmeras são menores e mais potentes. A publicação de fotos e vídeos, intuitiva como brinquedo de criança. Se antes as polêmicas envolvendo a vida íntima eram escassas e disputadas à tapa no mundo virtual, hoje elas proliferam em sites de fofoca ou de conteúdo pornográfico. Nesse último exemplo, montou-se uma verdadeira indústria, mantida por arquivos de “descuidadas”, vizinhos com equipamento de filmagem, câmeras digitais “roubadas” e os mais diversos telefones celulares, etc.


São facilidades como essas que possibilitaram o mais recente escândalo da semana. E por falar em infantil, trata-se de fotos da atriz Vanessa Hudgens, de 18 anos, estrela da produção High School Musical, da Disney, o maior fenômeno entre crianças e adolescentes do momento. Feitas à maneira 2.0, com câmera particular, dentro do próprio quarto, na mais perfeita intimidade, ainda não se sabe como e nem por quem, as fotos ousadas foram parar na rede.


A assessoria da atriz confirmou a autenticidade das fotos – não, não eram as tão numerosas montagens envolvendo celebridades; para Vanessa, restou apenas se desculpar publicamente aos fãs. Rumores dão conta que as fotos devem render à atriz problemas profissionais com a Disney, que acaba de lançar o High School Musical 2 – um filme visto por 17 milhões de jovens. No exato momento, quantas pessoas já viram as tais fotos?

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Cicarelli e o caos em nossa net


Se todo o país não tivesse sido vítima, ninguém acreditaria na seguinte afirmação: em pleno mês de janeiro de 2007, por volta de cinco milhões (5.000.000!!!) de brasileiros foram sumariamente censurados, impossibilitados de acessar um dos mais populares sites de toda a história da internet. Baseada nos interesses da modelo Daniela Cicarelli e de seu namorado, o publicitário Tato Malzoni, a Justiça exigiu que empresas de comunicação bloqueassem o acesso ao site You Tube (http://www.youtube.com/), pelo fato da página ainda estar exibindo o vídeo do casal, flagrado recentemente em cenas calientes numa praia na Espanha. A decisão partiu de uma liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo, no último dia 4.

A partir daí muita coisa aconteceu, a modelo e apresentadora se desculpou, a Justiça mandou desbloquear o site, a MTV foi criticada e respondeu às críticas, mas isso tudo é novela. O que realmente marca em todo o caso Cicarelli é a fragilidade das leis nacionais quanto às questões do mundo virtual.

Uma atitude dessas, que bloqueou todo um site, quando a intenção era bloquear um conteúdo específico, coloca o Brasil em situações semelhantes a registradas em ditaduras como Arábia Saudita, China, Cuba e Irã. Como constatou brilhantemente o colunista Pedro Doria, “este foi, talvez, o primeiríssimo caso de censura violenta por motivo fútil (no país)” (O Estado de S. Paulo – 15/1/2007).

Certamente há leitores, principalmente os mais velhos, que podem estar se questionando sobre qual a real necessidade de uma grande polêmica motivada por tal bloqueio. Não há como negar que, de certa forma, uma atitude dessa natureza pode ser interpretada como uma forte resposta a crimes como invasão de privacidade (apesar da praia ser um local público) e que, a partir daí, outras manifestações de racismo, pedofilia e tortura na rede possam ser combatidas. No entanto, a retirada do ar envolveu absolutamente todo o material do site, um fenômeno para a informação, artes, ativismo, história e divulgação em geral.

O erro leva ao acerto. A legislação deve ser adaptada à realidade dos usuários de internet no Brasil, aliás, um dos grandes mercados do planeta – vide o número de usuários de sites como Orkut e Fotolog. A Justiça deve interpretar suas decisões de acordo com a natureza do cenário em que as leis serão aplicadas, cientes das conseqüências que poderão ser geradas. E para arrematar, não se trata de birra quanto às atitudes de fulano ou beltrano, mas sim do direito de se comunicar, divertir, aprender ou se emocionar frente ao seu computador, dentro da sua própria casa.


Texto publicado em 11/2/2007 no semanário Local O Jornal